sábado, 11 de abril de 2015

Diagnóstico e Tratamento da Síndrome de Cushing





Nessa postagem trataremos mais a respeito da Síndrome de Cushing (SC), especificando assim, seu diagnóstico e sua forma de tratamento.

Vários especialistas podem diagnosticar esta doença, entre eles: Clínico Geral, Endocrinologistas, Dermatologistas, Cardiologistas, Ginecologistas, Urologistas e Neurologistas. Dessa forma, estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo.
Nenhum exame feito em laboratório é capaz de indicar com 100% de certeza se uma pessoa possui SC; por isso, faz-se necessário outros testes.
Os testes utilizados devem ter alta sensibilidade, evitando falsos-negativos (pacientes com hipercortisolismo que são diagnosticados como normais). Assim, é de grande importância lembrar que as diversas causas de Síndrome de Cushing podem apresentar períodos intercalados de maior ou menor atividade da doença, sendo caracterizada por uma ciclicidade. Então, antes de descartar a chance de SC após resultado negativo, o clínico deve repetir a avaliação em outra ocasião, pela possibilidade de se tratar de um Cushing cíclico.

 Os testes mais utilizados são:
1.    Exame de urina de 24 horas para verificar os níveis de cortisol;
2.      Medição dos níveis de cortisol no plasma ou na saliva;
3.      Exame de supressão de dexametasona;
4.      Dosagem de ACTH no sangue.

O tratamento tem como objetivo diminuir a exposição do corpo ao excesso de cortisol. Quando a causa é um tumor benigno ou hiperplasia de uma glândula suprarrenal, a glândula afetada pode ser removida através de cirurgia. Em alguns casos, a outra glândula suprarrenal está atrofiada com exposição excessiva ao cortisol, e se faz necessária a reposição com corticoides até que ela se recupere. Já se a  doença for causada pelo uso de medicamentos à base de corticosteroide, o médico suspenderá aos poucos seu uso até encontrar outra maneira de tratar a doença que, antes, necessitava do medicamento.
O excesso de colesterol e ACTH pode ser comprovado através de exames de sangue, já o de urina pode comprovar  a falta de eliminação do cortisol. Dessa forma, os indivíduos portadores da doença pensam que obesidade, hipertensão, ansiedade, depressão, estrias e osteoporose são comuns na população adulta e ficam sem tratamento por tempos acreditando que tudo é resultado de má alimentação, falta de exercícios físicos, idade avançada e estresse cotidiano.
Ao realizar o tratamento, as pessoas tentam retornar às suas atividades normais muito rapidamente e acabam se sentindo esgotadas. Esta Síndrome enfraquece os músculos e, portanto, é importante que os indivíduos comecem devagar e gradualmente a  aumentar suas atividades diárias.

Na próxima postagem trataremos mais à respeito deste tema interessantíssimo. Até lá.



FONTES E REFERÊNCIAS:

PAULI, J. Rodrigo et al. Glicocorticóides e síndrome metabólica:aspectos favoráveis do exercício físico nesta patofisiologia. Rev. Port. Cien. Desp. [online]. 2006, vol.6, n.2, pp. 217-228. ISSN 1645-0523.

BANDEIRA, Francisco. Síndrome de Cushing. Endocrinologia e Diabetes. 2008, 2ª edição.

FREIRE, Daniel Soares. Síndrome de Cushing. Disponível via http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1696/sindrome_de_cushing.htm
Arquivo capturado em 11/04/2015 às 20:55.

http://vivomaissaudavel.com.br/saude-e-beleza/dicionario-da-saude/s/000410/sindrome-de-cushing/
Arquivo capturado em 11/04/2015 às 23:01

domingo, 5 de abril de 2015

Síndrome de Cushing e Exercício Físico


A Síndrome de Cushing (SC) é o conjunto de sinais e sintomas provocados pela alta concentração do hormônio cortisol no corpo (um dos hormônios produzidos pela glândula suprarrenal), hormônio do estresse. Existem dois tipos de SC, a SC endógena e a exógena. A endógena é responsável pela produção excessiva do hormônio cortisol; já a exógena, é causada pela exposição excessiva e prolongada aos glicocorticoides, potentes antinflamatórios utilizados em várias doenças.
São raras as causas endógenas da Síndrome de Cushing. Anualmente, com incidência de 10:1.000.000 de pessoas. Acontece, na maioria dos casos, em mulheres, razão de 8:1 para a Síndrome.

§  Principais Sintomas:

ü  Composição corpórea:
- A obesidade ocorre em 90% dos casos. A gordura se deposita no tronco e pescoço, preenchendo a região acima da clavícula e detrás do pescoço, local onde é formado um acúmulo denominado “giba”. A gordura também é depositada no rosto (nas “maçãs do rosto”), deixando a pele avermelhada.
- Afilamento das pernas e braços; diminuindo assim, a musculatura e levando à fraqueza muscular.
- Em crianças, a obesidade invariavelmente é acompanhada da parada do crescimento.

ü  Pele:
- A pele vai se tornando fina e frágil; assim, ocorre o surgimento de hematomas.

ü  Em mulheres:
- Nestas, são frequentes alterações no ciclo menstrual e o surgimento de pelos corporais no tórax, face, abdômen, braços e pernas. Assim, pode ocorrer também o surgimento de acnes no tronco e face, mudança de voz, queda capilar e diminuição das mamas.
ü  Sintomas Gerais:
- Fraqueza
- Cansaço fácil
- Nervosismo
- Insônia

§  Diagnóstico:
- Referente ao ganho de peso acelerado, relacionado a manifestações da síndrome metabólica (hipertensão arterial sistêmica, intolerância a glicose, resistência à insulina). Caso exista a suspeita, deve ser solicitada dosagem de cortisol ás 8:00 da manhã, após administração de dexametasona 1mg às 23:00 da noite anterior (teste de triagem). Se o exame se mostrar alterado, devem ser realizados exames mais detalhados (imagem das suprarrenais e da hipófisecom tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética).

§  Prevenção:
- Evitar o uso de medicamentos contendo cortisonas ou seus derivados.

§  Como o exercício pode ajudar a melhorar os sintomas?
- Exercícios aeróbios, como corridas, caminhadas, aulas de jump, step, dança, natação, etc. são aliados na diminuição do peso e, principalmente, da gordura corporal, combinados com uma alimentação equilibrada, reduzindo o consumo de frituras e aumentando o consumo de fibras (alimentos integrais, legumes e verduras). Estes exercícios também ajudam a controlar a pressão arterial, os níveis de colesterol e triglicerídeos, melhorando também, a captação de insulina, diminuindo a resistência e intolerância à mesma.
- Treinamento resistido com peso (musculação), também são importantíssimos para ganho de massa muscular e força, diminuindo, então, os sintomas da Síndrome, além de aumentar o metabolismo de repouso.

- Esta Síndrome é, geralmente, acompanhada de dor nas articulações e músculos. Dessa forma, atividades calmantes como massagens e banhos quentes, juntamente com hidroginástica,são eficazes para aliviar as dores.

No próximo post trataremos mais a respeito desta doença e da importância da atividade física na mesma. Até breve.


REFERÊNCIAS:
PAULI, J. Rodrigo et al. Glicocorticóides e síndrome metabólica:aspectos favoráveis do exercício físico nesta patofisiologia. Rev. Port. Cien. Desp. [online]. 2006, vol.6, n.2, pp. 217-228. ISSN 1645-0523.

CASTRO, Margareth. Diagnóstico Laboratorial da Síndrome de Cushing. Disponível via http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302002000100014&script=sci_arttext 
Arquivo capturado em 04/04/2015 às 15:30.

FREIRE, Daniel Soares. Síndrome de Cushing. Disponível via http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1696/sindrome_de_cushing.htm
Arquivo capturado em 04/04/2015 às 16:00.