Diagnóstico e Tratamento da Síndrome de Cushing
Nessa postagem trataremos mais a respeito da Síndrome de
Cushing (SC), especificando assim, seu diagnóstico e sua forma de
tratamento.
Vários especialistas podem diagnosticar esta doença, entre
eles: Clínico Geral, Endocrinologistas, Dermatologistas, Cardiologistas,
Ginecologistas, Urologistas e Neurologistas. Dessa forma, estar preparado para
a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo.
Nenhum exame feito em laboratório é capaz de indicar com
100% de certeza se uma pessoa possui SC; por isso, faz-se necessário outros
testes.
Os testes utilizados devem ter alta sensibilidade, evitando
falsos-negativos (pacientes com hipercortisolismo que são diagnosticados como
normais). Assim, é de grande importância lembrar que as diversas causas de
Síndrome de Cushing podem apresentar períodos intercalados de maior ou menor
atividade da doença, sendo caracterizada por uma ciclicidade. Então, antes
de descartar a chance de SC após resultado negativo, o clínico deve repetir a
avaliação em outra ocasião, pela possibilidade de se tratar de um Cushing
cíclico.
Os testes mais utilizados são:
1. Exame
de urina de 24 horas para verificar os níveis de cortisol;
2. Medição dos níveis de cortisol no
plasma ou na saliva;
3. Exame de supressão de dexametasona;
4. Dosagem de ACTH no sangue.
O tratamento tem como objetivo diminuir a exposição do
corpo ao excesso de cortisol. Quando a causa é um tumor benigno ou
hiperplasia de uma glândula suprarrenal, a glândula afetada pode ser
removida através de cirurgia. Em alguns casos, a outra glândula suprarrenal
está atrofiada com exposição excessiva ao cortisol, e se faz necessária a
reposição com corticoides até que ela se recupere. Já se a doença
for causada pelo uso de medicamentos à base de corticosteroide, o médico suspenderá
aos poucos seu uso até encontrar outra maneira de tratar a doença que, antes,
necessitava do medicamento.
O excesso de colesterol e ACTH pode ser comprovado através
de exames de sangue, já o de urina pode comprovar a falta de eliminação
do cortisol. Dessa forma, os indivíduos portadores da doença pensam que
obesidade, hipertensão, ansiedade, depressão, estrias e osteoporose são comuns
na população adulta e ficam sem tratamento por tempos acreditando que tudo é
resultado de má alimentação, falta de exercícios físicos, idade avançada e
estresse cotidiano.
Ao realizar o tratamento, as pessoas tentam retornar às
suas atividades normais muito rapidamente e acabam se sentindo esgotadas. Esta
Síndrome enfraquece os músculos e, portanto, é importante que os indivíduos
comecem devagar e gradualmente a aumentar suas atividades diárias.
Na próxima postagem trataremos mais à respeito deste tema
interessantíssimo. Até lá.
FONTES E REFERÊNCIAS:
PAULI, J. Rodrigo et
al. Glicocorticóides e síndrome metabólica:aspectos favoráveis do
exercício físico nesta patofisiologia. Rev. Port. Cien. Desp. [online].
2006, vol.6, n.2, pp. 217-228. ISSN 1645-0523.
BANDEIRA, Francisco. Síndrome de Cushing.
Endocrinologia e Diabetes. 2008, 2ª edição.
FREIRE, Daniel Soares. Síndrome de Cushing.
Disponível
via http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1696/sindrome_de_cushing.htm
Arquivo capturado em 11/04/2015 às 20:55.
http://vivomaissaudavel.com.br/saude-e-beleza/dicionario-da-saude/s/000410/sindrome-de-cushing/
Arquivo capturado em 11/04/2015 às 23:01
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